sábado, 16 de fevereiro de 2013

APRENDENDO E ENSINANDO LIBRAS - MATERIAL ESCOLAR

Olá amigos e amigas,
este ano tenho em minha turma uma aluna com deficiência auditiva. Encontrei na net alguns materiais e estou montando aulas temáticas. Hoje compartilho com vocês o tema MATERIAL ESCOLAR.
Retirei estas figuras e montei estas atividades, do livro:  Formação continuada, Tradutores/Intérpretes de Libras 2012.
Espero que sirva para vocês também. Bom trabalho pra todos!






quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

PALAVRAS ESTÁVEIS

TRABALHANDO COM PALAVRAS ESTÁVEIS (NOMES)

A professora, ao trabalhar com os nomes dos alunos pode e deve levar os alunos a refletirem sobre a letra em que se inicia seu nome e dos demais de sua classe.

Um outro tipo de atividade é a de comparar os nomes considerando a quantidade de sílabas e a quantidade de letras que cada um possui.

Por exemplo:
Os nomes:   AÍDA  - FRANCISCO

Este dois nomes possuem 3 sílabas, mas porém não possuem a mesma quantidade de letras. Neste caso o professor deve refletir com o aluno sobre as unidades (sílabas) que formam o nome e que estas são grafadas por unidades menores (letras). 
As sílabas podem ser compostas por um, duas ou mais letras. É preciso que a criança desenvolva a consciência da palavra, entendendo que cada unidade (sílaba) corresponde a uma pauta sonora.

Atividades realizadas com o alfabeto móvel são bastante ricas e contribuem muito para o trabalho com nomes e/ou outras palavras.
O aluno ao manipular as letras móveis para montar seu nome e/ou outra palavras citada pelo professor, começará a formular questões internas de como deve organizar estas letras, irá testar várias formas para conseguir chegar a uma conclusão, enquanto faz estas tentativas vai construindo mentalmente o sistema de escrita.
Ao pronunciar a pauta sonora (som) o aluno tentará formar com as letras móveis, as unidades (sílabas), montando assim um nome e/ou palavra em questão.

Este processo acompanhado pela professora, que fará as intervenções necessárias, será um meio mais fácil e prazeroso de apreensão do sistema de escrita das palavras.


Reproduza este modelo e cole-o em papel mais grosso para cada aluno, depois peça que recortem os quadrinhos das letras confeccionando assim o seu alfabeto móvel. Bom trabalho!










ENTENDENDO UM POUCO SOBRE O SISTEMA DA ESCRITA



O aprendizado da escrita alfabética tomada
como um sistema notacional: compreendendo
as propriedades do sistema e memorizando/
automatizando suas convenções

Apesar de muitas vezes serem levados apenas a copiar e a memorizar coisas, os alfabetizandos – crianças, jovens ou adultos –
pensam. Sim, enquanto, por exemplo, estão copiando e memorizando os traçados das palavras ou sílabas que lhes são apresentadas, vão realizando, solitariamente, todo um trabalho cognitivo, interno, de resolução de um enigma: desvendar como a escrita alfabética funciona. E finalmente, um dia, para surpresa de quem só lhe pedia para copiar e repetir coisas dadas prontas, acontece algo aparentemente misterioso: o aluno começa a entender como as letras se combinam e passa a escrever de um modo bem próximo do convencional. É preciso percebermos, contudo, que essa conquista não é obra de nenhuma entidade ou espírito especial que “baixasse”. Quando deixamos o aluno expressar espontaneamente suas ideias sobre como se escreve, verificamos que o “estalo” mencionado por muitos professores não se dá de uma hora para outra, mas é fruto de uma trajetória.

Para desvendar esse enigma, o aprendiz vai ter que compreender as propriedades do sistema notacional com o qual está se defrontando. Isso implica compreender (reconstruir mentalmente):

1) que se escreve com letras, que as letras não podem ser inventadas, que para notar as palavras de uma língua existe um repertório finito (26, no caso do português); que letras, números e outros símbolos são diferentes;

2) que as letras têm formatos fixos (isto é, embora p, q, b e d
tenham o mesmo formato, a posição não pode variar, senão a letra
muda); mas, também que uma mesma letra tem formatos variados (p é também P, P, p, P, p, etc.), sem que elas, as letras, se confundam;

3) quais combinações de letras estão permitidas na língua (quais
podem vir juntas) e que posição elas podem ocupar nas palavras (por exemplo, Q vem sempre junto de U e não existe palavra terminando com QU em português);

 4) que as letras têm valores sonoros fixos, convencionalizados, mas várias letras têm mais de um valor sonoro (a letra O vale por /ó/,
/õ/, /ô/ e /u/, por exemplo) e, por outro lado, alguns sons são notados por letras diferentes (o som /s/ em português se escreve com S, C, SS, Ç, X, Z, SC, SÇ, etc)

Como tem enfatizado Ferreiro (1985, 1989, 2003) compreender o
funcionamento das letras implica dominar uma série de propriedades “lógicas” da notação escrita.

Artur Gomes de Morais (professor do Centro de Educação da UFPE)



Vale a pena ver: Vídeo tutorial sobre APROPRIAÇÃO DO SISTEMA ALFABÉTICO






 FONTE:https: //www.youtube.com/watch?v=Ne0ImYjWuf8





sábado, 19 de janeiro de 2013

O que é alfabetizar letrando?

Ao longo dos anos a alfabetização tem sido alvo de inúmeras controvérsias teóricas e metodológicas, exigindo que a escola e, os educadores se posicionem em relação às mesmas, construindo suas práticas a partir do que está sendo discutido no meio acadêmico e transposto para a sala de aula a partir de suas reinterpretações e do que é possível e pertinente ser feito.

Essas mudanças nas práticas de ensino podem ocorrer tanto nas definições dos conteúdos a serem desenvolvidos quanto na natureza da organização do trabalho pedagógico.

Hoje o desafio maior é “Como alfabetizar letrando”?

A palavra letramento é uma tradução para o português da palavra inglesa Literacy “condição de ser letrado”.

Assim, letramento é o estado ou a condição de quem responde adequadamente às demandas sociais pelo uso amplo e diferenciado da leitura e da escrita. 
De acordo com Soares (2003), alfabetização e letramento são processos distintos, de natureza essencialmente diferente, porém, são interdependentes e indissociáveis, pois uma pessoa pode ser alfabetizada e não ser letrada ou ser letrada e não ser alfabetizada.
Na concepção atual, a alfabetização não precede o letramento, os dois processos podem ser vistos como simultâneos, entendendo que no conceito de alfabetização estaria compreendido o de letramento e vice-versa.

Isto será possível se a alfabetização for entendida além da aprendizagem grafofônica e que em letramento inclui-se a aprendizagem do sistema de escrita. A conveniência da existência dos dois termos, que embora designem processos interdependentes, indissociáveis e simultâneos, são processos de natureza diferente, uma vez que envolve habilidades e competências específicas, implicando, com isso, formas diferenciadas de aprendizagem e em conseqüência, métodos e procedimentos diferenciados de ensino.

Assim, a participação das crianças em experiências variadas com leitura e escrita, conhecimento e interação com diferentes tipos e gêneros de material, a habilidade de codificação e decodificação da língua escrita, o conhecimento e reconhecimento dos processos de tradução da fala sonora para a forma gráfica da escrita implica numa importante revisão dos procedimentos e métodos para o ensino, uma vez que cada fase desse processo exige procedimentos e métodos diferenciados, pois cada criança e cada grupo de crianças necessitam de formas diferenciadas na ação pedagógica.
fonte:  http://meuartigo.brasilescola.com/pedagogia/os-desafios-alfabetizar-letrando.htm





NOTÍCIAS SOBRE O PACTO

1ª Semana de Formação de Orientadores de Estudos do pólo Juiz de fora (MG)

Aconteceu em dezembro de 2012 (de 10 a 14), no pólo Juiz de Fora, a primeira semana de formação de orientadores de estudo.
Além de várias palestras, durante a formação foram esclarecidas várias dúvidas. Veja algumas: 

- Professor contratado pode fazer a capacitação?” Se ele estiver no censo de 2012 e assumir uma turma de alfabetização ou multisseriada em 2013.

- Pedagogas podem participar da capacitação? Sim, como OE. Como cursista não (pois deverá desenvolver atividades em sua turma)
- Quando as turmas de cursistas iniciarão? Em fevereiro de 2013.
- Qual o valor da bolsa dos Orientadores de Estudos? Serão 10 parcelas de R$775,00.
- Qual o valor da bolsa dos professores alfabatizadores? Serão 10 parcelas de R$200,00.
Em fevereiro acontecerá o primeiro encontro entre Orientadores de Estudos e Professores  Alfabetizadores.

 






PACTO, o que é?

O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC)

É um compromisso formal assumido pelos governos federal, do Distrito Federal, dos estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental.

Ao aderir ao Pacto, os entes governamentais se comprometem a:
I – alfabetizar todas as crianças em língua portuguesa e em matemática;
II – realizar avaliações anuais universais, aplicadas pelo INEP, junto aos concluintes do 3º ano do ensino fundamental;
III – no caso dos estados, apoiar os municípios que tenham aderido às Ações do Pacto, para sua efetiva implementação.

O Brasil tem hoje 8 milhões de crianças de 6, 7 e 8 anos de idade matriculadas em 108 mil escolas distribuídas por todo o território.
De acordo com o ministério, os dados do Censo 2010 revelam que a média nacional de crianças não alfabetizadas aos oito anos no País é de 15,2%. No entanto, os índices variam muito. Por exemplo, enquanto o Paraná tem 4,9%, Alagoas atinge 35%.

Para garantir que os alunos sejam alfabetizados até 8 anos de idade, os professores alfabetizadores do 1º, 2º e 3º anos farão um curso de formação. Este curso será presencial, com duração de dois anos – carga horária de 120 horas anuais, de acordo com o Programa Pró-Letramento.
Quem comandará os encontros entre os docentes serão os orientadores de estudo. Esses orientadores, que são professores das redes de ensino, terão de fazer um curso específico de 200 horas anuais em universidades públicas que participam do pacto.

Para auxiliar os professores alfabetizadores nesta empreitada serão fornecidos materiais didáticos: livros didáticos, manuais do professor, obras pedagógicas complementares e acervos de dicionários de língua portuguesa que serão oferecidos por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). As obras de referência de literatura e de pesquisa serão entregues pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). Também haverá jogos pedagógicos de apoio à alfabetização; obras de apoio pedagógico aos docentes e tecnologias educacionais de apoio.

Para avaliar o desempenho dos alunos, o  Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) terá duas frentes de avaliação:

1 - Avaliação permanente e formativa: O Curso de Formação Continuada dos Professores alfabetizadores prevê, na Unidade 1, planejamento de estratégias de avaliação permanente do desenvolvimento das crianças, com a construção, pelos professores, de instrumentos de avaliação e de registro de aprendizagem. Com base nos dados analisados por meio dos instrumentos de avaliação, os professores serão auxiliados na tarefa de planejar situações didáticas que favoreçam as aprendizagens.

Será aplicada também, no início e final do 2º ano, a Provinha Brasil, com o objetivo de diagnosticar, por meio de instrumento sistematizado, quais conhecimentos sobre o sistema alfabético de escrita e quais habilidades de leitura as crianças dominam. A aplicação e análise dos dados serão realizadas pelos próprios professores.

2 - Avaliação diagnóstica e externa: No final do 3º ano será aplicada, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), uma avaliação externa anual para checagem de todo o percurso de aprendizagem do aluno.

O Pacto terá uma duração de 2 anos de formação totalizando uma carga horaría de 240h de estudos para os professores, sendo que em 2013 a formação será direncionada para Lingua Portuguesa e em 2014 para Matemática.

fonte: http://pacto.mec.gov.br/index.html







OBRIGADA PELA VISITINHA, VOLTE SEMPRE!